FATHEL - FACULDADE THEOLÓGICA

quinta-feira, agosto 12

Revista Época – Os novos evangélicos

Matéria publicada na Revista ÉpocaA revista Época desta semana traz como matéria de capa “A nova Reforma Protestante”, onde trata de cristãos que buscam o retorno ao Evangelho puro e simples de Cristo, na contramão de boa parte da igreja evangélica brasileira, fascinada com movimentos heréticos como a teologia da prosperidade. Abaixo, a transcrição da matéria, obtida via Púlpito Cristão.
Por Ricardo Alexandre

Rani Rosique não é apóstolo, bispo, presbítero nem pastor. É apenas um cirurgião geral de 49 anos em Ariquemes, cidade de 80 mil habitantes do interior de Rondônia. No alpendre da casa de uma amiga professora, ele se prepara para falar. Cercado por conhecidos, vizinhos e parentes da anfitriã, por 15 minutos Rosique conversa sobre o salmo primeiro (“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”). Depois, o grupo de umas 15 pessoas ora pela última vez – como já havia orado e cantado por cerca de meia hora antes – e então parte para o tradicional chá com bolachas, regado a conversa animada e íntima.

Desde que se converteu ao cristianismo evangélico, durante uma aula de inglês em Goiânia em 1969, Rosique pratica sua fé assim, em pequenos grupos de oração, comunhão e estudo da Bíblia. Com o passar do tempo, esses grupos cresceram e se multiplicaram. Hoje, são 262 espalhados por Ariquemes, reunindo cerca de 2.500 pessoas, organizadas por 11 “supervisores”, Rosique entre eles. São professores, médicos, enfermeiros, pecuaristas, nutricionistas, com uma única característica comum: são crentes mais experientes.
Apesar de jamais ter participado de uma igreja nos moldes tradicionais, Rosique é hoje uma referência entre líderes religiosos de todo o Brasil, mesmo os mais tradicionais. Recebe convites para falar sobre sua visão descomplicada de comunidade cristã, vindos de igrejas que há 20 anos não lhe responderiam um telefonema. Ele pode ser visto como um “símbolo” do período de transição que a igreja evangélica brasileira atravessa. Um tempo em que ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV.
Estima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo. A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a “teologia da prosperidade”. Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélicaDentro do próprio meio, levantam-se vozes críticas a esse crescimento. Segundo elas, esse modelo de igreja, que prospera em meio a acusações de evasão de divisas, tráfico de armas e formação de quadrilha, tem sido mais influenciado pela sociedade de consumo que pelos ensinamentos da Bíblia. “O movimento evangélico está visceralmente em colapso”, afirma o pastor Ricardo Gondim, da igreja Betesda, autor de livros como Eu creio, mas tenho dúvidas: a graça de Deus e nossas frágeis certezas (Editora Ultimato). “Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondidas somente no futuro.”Nos Estados Unidos, a reinvenção da igreja evangélica está em curso há tempos. A igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser “uma igreja para quem não gosta de igreja” desde o início dos anos 1970. Em São Paulo, 20 anos depois, o pastor Ed René Kivitz adotou o lema para sua Igreja Batista, no bairro da Água Branca – e a ele adicionou o complemento “e uma igreja para pessoas de quem a igreja não costuma gostar”. Kivitz é atualmente um dos mais discutidos pensadores do movimento protestante no Brasil e um dos principais críticos da“religiosidade institucionalizada”. Durante seu pronunciamento num evento para líderes religiosos no final de 2009, Kivitz afirmou: “Esta igreja que está na mídia está morrendo pela boca, então que morra. Meu compromisso é com a multidão agonizante, e não com esta igreja evangélica brasileira.”Essa espécie de “nova reforma protestante” não é um movimento coordenado ou orquestrado por alguma liderança central. Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos.
Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada. “As instituições estão todas sub judice”, diz o teólogo Ricardo Quadros Gouveia, professor da Universidade Mackenzie de São Paulo e pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão. “Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa, mas as instituições que as representam estão sob suspeita.”Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. “Acabamos nos perdendo no linguajar ‘evangeliquês’, no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade”, afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. “É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo.”
Miguel Uchôa e bispo Robinson Cavalcanti,
da Diocese do Recife (crédito: Revista Época)

Uchôa lidera a maior comunidade anglicana da América Latina. Seu trabalho é reconhecido por toda a cúpula da denominação como um dos mais dinâmicos do país. Ele é um dos grandes entusiastas do movimento inglês Fresh Expressions, cujo mote é “uma igreja mutante para um mundo mutante”. Seu trabalho é orientar grupos cristãos que se reúnem em cafés, museus, praias ou pistas de skate. De maneira genérica, esses grupos são chamados de “igreja emergente” desde o final da década de 1990. “O importante não é a forma”, afirma Uchôa. “É buscar a essência da espiritualidade cristã, que acabou diluída ao longo dos anos, porque as formas e hierarquias passaram a ser usadas para manipular pessoas. É contra isso que estamos nos levantando.”



No meio dessa busca pela essência da fé cristã, muitas das práticas e discursos que eram característica dos evangélicos começaram a ser considerados dispensáveis. Às vezes, até condenáveis (leia o quadro na última pág.). Em Campinas, no interior de São Paulo, ocorre uma das experiências mais interessantes de recriação de estruturas entre as denominações históricas. A Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera não tem um templo. Seus frequentadores se reúnem em dois salões anexos a grandes condomínios da cidade e em casas ao longo da semana. Aboliram a entrega de dízimos e as ofertas da liturgia. Os interessados em contribuir devem procurar a secretaria e fazê-lo por depósito bancário – e esperar em casa um relatório de gastos. Os sermões são chamados, apropriadamente, de “palestras” e são ministrados com recursos multimídias por um palestrante sentado em um banquinho atrás de um MacBook. A meditação bíblica dominical é comumente ilustrada por uma crônica de Luis Fernando Verissimo ou uma música de Chico Buarque de Hollanda.“Os seminários teológicos formam ministros para um Brasil rural em que os trabalhos são de carteira assinada, as famílias são papai, mamãe, filhinhos e os pastores são pessoas respeitadas”, diz Ricardo Agreste, pastor da Comunidade e autor dos livros Igreja? Tô fora e A jornada (ambos lançados pela Editora Socep). “O risco disso é passar a vida oferecendo respostas a perguntas que ninguém mais nos faz. Há muita gente séria, claro, dizendo verdades bíblicas, mas presas a um formato ultrapassado.”Outro ponto em comum entre esses questionadores é o rompimento declarado com a face mais visível dos protestantes brasileiros: os neopentecostais. “É lisonjeador saber que atraímos gente com formação universitária e que nos consideram ‘pensadores’”, afirma Ricardo Agreste. “O grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência, é de ética e honestidade.” Segundo ele, a velha discussão doutrinária foi substituída por outra. “Não é mais uma questão de pensar de formas diferentes a espiritualidade cristã”, diz. “Trata-se de entender que há gente usando vocabulário e elementos de prática cristã para ganhar dinheiro e manipular pessoas.”Esse rompimento da cordialidade entre os evangélicos históricos e os neopentecostais veio a público na forma de livros e artigos. A jornalista (evangélica) Marília Camargo César publicou no final de 2008 o livro Feridos em nome de Deus (Editora Mundo Cristão), sobre fiéis decepcionados com a religião por causa de abusos de pastores. O teólogo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, publicou O que estão fazendo com a Igreja: ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro (Mundo Cristão), retrato desolador de uma geração cindida entre o liberalismo teológico, os truques de marketing, o culto à personalidade e o esquerdismo político. Em um recente artigo, o presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas, João Flavio Martinez, definiu como “macumba para evangélico” as práticas místicas da Igreja Universal do Reino de Deus, como banho de descarrego e sabonete com extrato de arruda.Tais críticas, até pouco tempo atrás, ficavam restritas aos bastidores teológicos e às discussões internas nas igrejas. Livros mais antigos – como Supercrentes, Evangélicos em crise, Como ser cristão sem ser religioso e O evangelho maltrapilho (todos da editora Mundo Cristão) – eram experiências isoladas, às vezes recebidos pelos fiéis como desagregadores. “Parece que a sociedade se fartou de tanto escândalo e passou a dar ouvidos a quem já levantava essas questões há tempos”, diz Mark Carpenter, diretor-geral da Mundo Cristão.O pastor Kivitz – que publicou pela Mundo Cristão seus livros Outra espiritualidade e O livro mais mal-humorado da Bíblia – distingue essa crítica interna daquela feita pela mídia tradicional aos neopentecostais “A mídia trata os evangélicos como um fenômeno social e cultural. Para fazer uma crítica assim, basta ter um pouco de bom-senso. Essa crítica o (programa) CQC já faz, porque essa igreja é mesmo um escracho”, diz ele. “Eu faço uma crítica diferente, visceral, passional, porque eu sou evangélico. E não sou isso que está na televisão, nas páginas policiais dos jornais. A gente fica sem dormir, a gente sofre e chora esse fenômeno religioso que pretende ser rotulado de cristianismo.”
Crédito: Revista Época

A necessidade de se distinguir dos neopentecostais também levou essas igrejas a reconsiderar uma série de práticas e até seu vocabulário. Pastores e “leigos” passam a ocupar o mesmo nível hierárquico, e não há espaço para “ungidos” em especial. Grandes e imponentes catedrais e “cultos shows” dão lugar a reuniões informais, em pequenos grupos, nas casas, onde os líderes podem ser questionados, e as relações são mais próximas. O vocabulário herdado da teologia triunfalista do Antigo Testamento (vitória, vingança, peleja, guerra, maldição) é reconsiderado. Para superar o desgaste dos termos, algumas igrejas preferem ser chamadas de “comunidades”, os cultos são anunciados como “reuniões” ou “celebrações” e até a palavra “evangélico” tem sido preterida em favor de “cristão” – o termo mais radical. Nem todo mundo concorda, evidentemente. “Eles (os neopentecostais) é que não deveriam ser chamados de evangélicos”, afirma o bispo anglicano Robinson Cavalcanti, da Diocese do Recife. “Eles é que não têm laços históricos, teológicos ou éticos com os evangélicos.”

Um dos maiores estudiosos do fenômeno evangélico no Brasil, o sociólogo Ricardo Mariano (PUC-RS), vê como natural o embate entre neopentecostais e as lideranças de igrejas históricas. Ele lembra que, desde o final da década de 1980, quando o neopentecostalismo ganhou força no Brasil, os líderes das igrejas históricas se levantaram para desqualificar o movimento. “O problema é que não há nenhum órgão que regule ou fale em nome de todos os evangélicos, então ninguém tem autoridade para dizer o que é uma legítima igreja evangélica”, afirma.

Procurado por ÉPOCA, Geraldo Tenuta, o Bispo Gê, presidente nacional da Igreja Renascer em Cristo, preferiu não entrar em discussões. “Jesus nos ensinou a não irmos contra aqueles que pregam o evangelho, a despeito de suas atitudes”, diz ele. “Desde o início, éramos acusados disto ou daquilo, primeiro porque admitíamos rock no altar, depois porque não tínhamos usos e costumes. Isso não nos preocupa. O que não é de Deus vai desaparecer, e não será por obra dos julgamentos.” A Igreja Universal do Reino de Deus – que, na terceira semana de julho, anunciou a construção de uma “réplica do Templo de Salomão” em São Paulo, com “pedras trazidas de Israel” e “maior do que a Catedral da Sé” – também foi procurada por ÉPOCA para comentar os movimentos emergentes e as críticas dirigidas à igreja. Por meio de sua assessoria, o bispo Edir Macedo enviou um e-mail com as palavras: “Sem resposta”.

O sociólogo Ricardo Mariano, autor do livro Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil (Editora Loyola), oferece uma explicação pragmática para a ruptura proposta pelo novo discurso evangélico. Ateu, ele afirma que o objetivo é a busca por uma certa elite intelectual, um público mais bem informado, universitário, mais culto que os telespectadores que enchem as igrejas populares. “Vivemos uma época em que o paciente pesquisa na internet antes de ir ao consultório e é capaz de discutir com o médico, questionar o professor”, diz. “Num ambiente assim, não tem como o pastor proibir nada. Ele joga para a consciência do fiel.”

A maior parte da movimentação crítica no meio evangélico acontece nas grandes cidades. O próprio pastor Kivitz afirma que “talvez não agisse da mesma forma se estivesse servindo alguma comunidade em um rincão do interior” e que o diálogo livre entre púlpito e auditório passa, necessariamente,por uma identificação cultural. “As pessoas não querem dogmas, elas querem honestidade”, diz ele. “As dúvidas delas são as minhas dúvidas. Minha postura é, juntos, buscarmos respostas satisfatórias a nossas inquietações.”

Por isso mesmo, Ricardo Mariano não vê comparação entre o apelo das novas igrejas protestantes e das neopentecostais. “O destino desses líderes será ‘pescar no aquário’, atraindo insatisfeitos vindos de outras igrejas, ou continuar falando para meia dúzia de pessoas”, diz ele. De acordo com o presbiteriano Ricardo Gouveia, “não há, ou não deveria haver, preocupação mercadológica” entre as igrejas históricas. “Não se trata de um produto a oferecer, que precise ocupar espaço no mercado”, diz ele. “Nossa preocupação é simplesmente anunciar o evangelho, e não tentar ‘melhorá-lo’ ou torná-lo mais interessante ou vendável.”


O advento da internet foi fundamental para pastores, seminaristas, músicos, líderes religiosos e leigos decidirem criar seus próprios sites, portais, comunidades e blogs. Um vídeo transmitido pela Igreja Universal em Portugal divulgando o Contrato da fé – um “documento”, “autenticado” pelos pastores, prometendo ao fiel a possibilidade de se “associar com Deus e ter de Deus os benefícios” – propagou-se pela rede, angariando toda sorte de comentários. Outro vídeo, em que o pregador americano Moris Cerullo, no programa do pastor Silas Malafaia, prometia uma “unção financeira dos últimos dias” em troca de quem “semear” um “compromisso” de R$ 900 também bombou na rede. Uma cópia da sentença do juiz federal Fausto De Sanctis condenando os líderes da Renascer Estevam e Sônia Hernandes por evasão de divisas circulou no final de 2009. De Sanctis afirmava que o casal “não se lastreia na preservação de valores de ética ou correção, apesar de professarem o evangelho”. “Vergonha alheia em doses quase insuportáveis” foi o comentário mais ameno entre os internautas.


Sites como Pavablog , Veshame Gospel , Irmãos.com , Púlpito Cristão ,Caiofabio.net ou Cristianismo Criativo fazem circular vídeos, palestras e sermões e debatem doutrinas e notícias com alto nível de ousadia e autocrítica. De um grupo de blogueiros paulistanos, surgiu a ideia da Marcha pela ética, um protesto que ocorre há dois anos dentro da Marcha para Jesus (evento organizado pela Renascer). Vestidos de preto, jovens carregam faixas com textos bíblicos e frases como “O $how tem que parar” e “Jesus não está aqui, ele está nas favelas”.


A maior parte desses blogueiros trafega entre assuntos tão diversos como teologia, política, televisão, cinema e música popular. O trânsito entre o “secular” e o “sagrado” é uma das características mais fortes desses novos evangélicos. “A espiritualidade cristã sempre teve a missão de resgatar a pessoa e fazê-la interagir e transformar a sociedade”, diz Ricardo Agreste. “Rompemos o ostracismo da igreja histórica tradicional, entramos em diálogo com a cultura e com os ícones e pensamento dessa cultura e estamos refletindo sobre tudo isso.”


Em São Paulo, o capelão Valter Ravara criou o Instituto Gênesis 1.28, uma organização que ministra cursos de conscientização ambiental em igrejas, escolas e centros comunitários. “É a proposta de Jesus, materializar o amor ao próximo no dia a dia”, afirma Ravara. “O homem sem Deus joga papel no chão? O cristão não deve jogar.” Ravara publicou em 2008 a Bíblia verde, com laminação biodegradável, papel de reflorestamento e encarte com textos sobre sustentabilidade.


A então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, escreveu o prefácio da Bíblia verde. Sua candidatura à Presidência da República angariou simpatia de blogueiros e tuiteiros, mas não o apoio formal da Assembleia de Deus, denominação a que ela pertence. A separação entre política e religião pregada por Marina é vista como um marco da nova inserção social evangélica. O vereador paulistano e evangélico Carlos Bezerra Jr. afirma que o dever do político cristão é “expressar o Reino de Deus” dentro da política. “É o oposto do que fazem as bancadas evangélicas no Congresso, que existem para conseguir facilidades para sua denominação e sustentar impérios eclesiásticos”, diz ele.


O raciocínio antissectário se espalhou para a música. Nomes como Palavrantiga, Crombie, Tanlan, Eduardo Mano, Helvio Sodré e Lucas Souza se definem apenas como “música feita por cristãos”, não mais como “gospel”. Eles rompem os limites entre os mercados evangélico e pop. O antissectarismo torna os evangélicos mais sensíveis a ações sociais, das parcerias com ONGs até uma comunidade funcionando em plena Cracolândia, no centro de São Paulo. “No fundo, nossa proposta é a mesma dos reformadores”, diz o presbiteriano Ricardo Gouveia. “É perceber o cristianismo como algo feito para viver na vida cotidiana, no nosso trabalho, na nossa cidadania, no nosso comportamento ético, e não dentro das quatro paredes de um templo.”


A teologia chama de “cristocêntrico” o movimento empreendido por esses crentes que tentam tirar o cristianismo das mãos da estrutura da igreja – visão conhecida como “eclesiocêntrica” – e devolvê-lo para a imaterialidade das coisas do espírito. É uma versão brasileiramente mais modesta do que a Igreja Católica viveu nos tempos da Reforma Protestante. Desta vez, porém, dirigida para a própria igreja protestante. Depois de tantos desvios, vozes internas levantaram-se para propor uma nova forma de enxergar o mundo. E, como efeito, de ser enxergadas por ele. Nas palavras do pastor Kivitz: “Marx e Freud nos convenceram de que, se alguém tem fé, só pode ser um estúpido infantil que espera que um Papai do Céu possa lhe suprir as carências. Mas hoje gostaríamos de dizer que o cristianismo tem, sim, espaço para contribuir com a construção de uma alternativa para a civilização que está aí. Uma sociedade que todo mundo espera, não apenas aqueles que buscam uma experiência religiosa”.


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terça-feira, maio 25

Teologia Moral da Manga
Rubem Alves



O velho caipira, com cara de amigo, que encontrei num Banco, estava esperandopara ser atendido. Ele ia abrir uma conta.
Começo de um novo ano... Novasperspectivas...
E como não podia deixar de ser, também começou ali um daquelespapos de fila de banco.
Contas, décimo terceiro que desapareceu, problemas doBrasil, tsunami...
Será que vai chover? Mas em determinado momento a conversa tomou um rumo:
"- Qual é então o maior problema do Brasil para ser resolvido?
"E aí o representante rural, nosso querido "Mazaropi da modernidade" falou com um tom sério demais para aquele dia: " - O Maior Problema do Brasil é que sobra muita manga!" Tentei entender a teoria... Fez-se um silêncio e ele continuou: " - O senhor já viu como sobra manga hoje debaixo das árvores? Já percebeu como se desperdiça manga?
"Sim... Creio que todos já percebemos isto... Onde tem pé de manga, tem sobrado manga...E aí ele continuou: " - Num país onde mendigo passa fome ao lado de um pé de manga... Isso é um absurdo! Num país que sobra manga tem pouca criança.
Se tiver pouca criança as casas são vazias...
Ou as crianças que tem já foram educadas para acreditar que só "ice cream" e jujuba são sobremesas gostosas.
Boa é criança que come manga e deixa escorrer o caldo na roupa...
É sinal que a mãe vai lavar, vai dar bronca,vai se preocupar com o filho.
Se for filho tem pai...
Se tiver pai e manga de sobremesa é por que a família é pobre...
Se for pobre,o pai tem que ser trabalhador...
Se for trabalhador tem que ser honesto...
Sefor honesto, sabe conversar...
Se souber conversar, os filhos vão compreender que refeição feliz tem manga que é comida de criança pobre e que brinca e sobe em árvore...
Se subir em árvore, é por que tem passarinho que canta e espaço para a árvore crescer e para fazer sombra...
Se tiver sombra tem um banco demadeira para o pai chegar do trabalho e descansar...
Quem descansa no banco, depois do trabalho, embaixo da árvore, na sombra, comendo manga é por que toca viola...
E com certeza tá com o pé na grama...
Quem pisa no chão e toca música tem casa feliz...
Quem é feliz e canta com ovioleiro, sabe rezar...
Quem sabe rezar sabe amar...
Quem ama, se dedica...
Quem se dedica, ama, reza, canta e come manga, tem coração simples...
Quem tem coração assim, louva a Deus.
Quem louva a Deus, não tem medo...
Nada faltará porque tem fé...
Se tiver fé em Deus, vê na manga a providência divina...
Come a manga, faz doce, faz suco e não deixa a manga sobrar...
Se não sobra manga, tá todo mundo ocupado, de barriga cheia e feliz.
Quem tá feliz...
Não reclama da vida em fila do banco..."
Daí fez-se um silêncio...

sexta-feira, maio 21

TEOLOGIA

TEÓLOGO CONDENA EVANGELHO DOCE
Por:Ed. Renê Kivitz


Kivitz critica ilusão a pregação do evangelho açucarado e fácil. Me engana que eu gosto .
As culturas devem ser lidas nas linhas e entrelinhas. As linhas falam da coisa em si. As entrelinhas falam do espírito da coisa. As entrelinhas podem distorcer e até mesmo destruir o que está dito nas linhas.Com a cultura cristã não é diferente. Veja o exemplo da assinatura da Igreja Universal do Reino de Deus, a saber, Jesus Cristo é o Senhor. De acordo com o Novo Testamento, isso significa que devemos viver como escravos dos propósitos de Jesus Cristo: ele manda e a gente obedece, ele propõe e a gente executa, ele dirige e a gente segue, pois afinal de contas, Ele é o Senhor. Mas na cultura da IURD, as entrelinhas dessa afirmação fazem com que ela signifique que Jesus pode realizar todos os seus desejos, afinal de contas Ele é o Senhor. A relação fica invertida: você clama e ele responde, você reivindica e ele atende, você pede com fé e ele lhe dá o que foi pedido, você participa da corrente de oração e se submete aos 318 pastores e Jesus faz a sua vida próspera e confortável, pois Jesus Cristo é o Senhor e você é “filho do rei”, de modo que não há qualquer motivo para que você continue nessa vida miserável, daí a segunda convocação da IURD: “para de sofrer”. Percebe como as linhas dizem uma coisa e as entrelinhas dizem outra?O movimento evangélico é mestre em fazer confusão e promover distorção do Evangelho em virtude desse jogo de linhas e entrelinhas. Um exemplo disso é a mensagem VAI DAR TUDO CERTO, que recebi essa semana.

SEMANA DE ATUALIZAÇÃO TEOLÓGICA


Ocorreu ontem (19), no auditório do Centro de Convenções José Otávio Guizzo, o lançamento do livro Teologia da Arte, durante a Semana de Atualização Teológica da Fathel, Faculdade Teológica. O livro, surpreendentemente moderno, do prof. Dr. Carlos Eduardo Calvani, especialista em Teologia e MPB, dialoga com o mundo da cultura a partir da perspectiva dos Estudos Culturais, do existencialismo e de uma ótica da imanência com base na teologia de Paul Tillich, porém vai além desse teólogo, com relação à cultura. Minha primeira conclusão sobre a obra pode ser assim resumida: ao olhar para esta especialidade teológica, vi a sociedade em suas contradições e ambiguidades interculturais. Vale a pena!

Referência completa: CALVANI, Carlos Eduardo. Teologia da Arte. São Paulo: Fonte editorial/Paulinas, 2010.
Postado por Prof. Neimar Machado de Sousa às 06:09

quinta-feira, maio 20

Opinião

Bombas, cães e balas na aldeia

As mulheres procuram proteger as crianças. O cheiro forte do gás as deixa atônitas. Não conseguem fugir da ira dos cães e policiais que procuram empurrar os índios Terena para fora do local onde vivem há mais de meio ano. O acampamento Futuro das Crianças, com mais de trinta barracos, é esvaziado em pouco tempo. Seguem as máquinas que estavam de prontidão com concluir a destruição. Em menos de meia hora barracos estão no chão e as plantações destruídas. Gritos, choros, correria...Terra arrasada. Sonhos destruídos. Dizia o professor Elvisclei: “Destruíram nossas casas, acabaram com nossas plantações, mas não passaram por cima de nossa dignidade.”

Quem vem dos porões da liberdade dos tempos da ditadura talvez tenha bem presente na mente cenas semelhantes. Porém em pleno século 21, em tempos em que tanto se proclama a consolidação da democracia, nas terras dos habitantes primeiros desse território, isso poderia parecer ficção. Mas é realidade. O dia 20 de maio ficará na memória do povo Terena de Cachoeirinha, município de Miranda, no Mato Grosso do Sul, como o dia da resistência e da agressão truculenta. “Com aquele cheiro insuportável, tiros, cães...a gente não sabia o que fazer...a gente não está acostumado com essas coisas...”, desabafou Maria, que além disso sofreu ofensas morais, com um policial apontando a arma para sua cabeça.

O dia seguinte

Quem imaginasse encontrar um povo abatido, um dia após a expulsão violenta, certamente ficaria impressionado com a força, coragem e dignidade de uma comunidade guerreira, consciente de seus direitos e fortalecida em sua decisão de continuar lutando pela terra da qual acabavam de ser expulsos e que já está demarcada como terra Terena. Nas falas, afloravam os sentimentos de repulsa pela violência sofrida, mas principalmente a grandeza de quem se sente fortalecido e encorajado de levar avante a luta pelos seus direitos. Os depoimentos das mulheres, dos guerreiros, das lideranças eram entrecortados com silêncios fortes e lágrimas incontidas. Foi um dia marcante na história da conquista da terra, da afirmação dos direitos e identidade, de elevação da dignidade e auto-estima da comunidade.

Em todas as falas ficou registrado sua profunda crença e gratidão a Deus por te-los protegido, tendo apenas saído alguns com ferimentos leves. As feridas mais profundas foram as sofridas no coração, na alma, com as expressões preconceituosas e racistas proferidas pelo oficial de justiça e policiais durante a truculenta operação de despejo, conforme inúmeros relatos dos indígenas.
No rosto e olhar de cada indígena Terena ali presente estava estampada a altivez e dignidade de um povo aguerrido, agredido, expulso, mas não vencido!

Egon Heck
Campanha Povo Guarani Grande Povo, 19 de maio de 2010

segunda-feira, maio 10

FORMATURA - PÓLO DE BELA VISTA


Fathel forma sua primeira turma em BELA VISTA-MS com 44 alunos



A FATHEL forma mais uma turma de Bacharelandos em Teologia, agora na cidade de Bela Vista-MS. Trata-se de um grupo expressivo com 44 alunos, que se dedicaram em seus estudos teológicos durante dois anos e agora realizam o sonho de concluir o curso de teologia.
A solenidade foi realizada em dois momentos: no dia 07 de maio com o Culto de Gratidão, e no dia 08 de maio a Colação de Grau, ambos realizados no Cine São José. Na ocasião, estiveram presentes diversas autoridades, entre elas o Prefeito do Município de Bela Vista, Sr. José Garibaldi da Rosa Neto e a Prefeita de Caracol Sra. Maria Odeth Leite dos Santos.
Foram vários os momentos marcantes na cerimônia, entre elas, as homenagens. Como "Nome de Turma" foi homenageado o Prof. Pedro Klassen (in memorian), como "Paraninfo" o Prof. Davi Dias e como "Patrona da Turma" a Profª. Edilene da Silva Dias.
No próximo mês, todos os formandos, já iniciam seu processo de Complementação de Estudos Teológicos, para obtenção do título Bacharel em Teologia pelo MEC.

Departamento de Comunicação

FATHEL-FACULDADE THEOLÓGICA

TEOLOGIA

CENTRO DE MEMÓRIA METODISTA
Projeto terá acervo da história da educação teológica no Brasil


O Centro de Memória Metodista, que deverá ser inaugurado em setembro de 2010, está num intenso trabalho de catalogação de materiais e digitalização de documentos, de modo a compor o acervo que contará um importante capítulo da história da educação teológica e da inserção protestante no Brasil.
Segundo o coordenador do projeto, professor Paulo Ayres, no momento uma das prioridades do Centro de Memória é a digitalização de exemplares do jornal 'Expositor Cristão', publicação criada pelo missionário americano J. J. Ransom no ano de 1886 - a mais antiga publicação evangélica ainda em circulação no país.
Pessoas, igrejas e instituições metodistas que tenham exemplares antigos do jornal, especialmente números do início do século XX, podem contribuir com a formação deste acervo fazendo uma doação ao Centro de Memória Metodista. Também são bem vindas outras publicações e documentos históricos relacionados à Igreja e educação teológica metodistas.

As doações devem ser encaminhadas ao endereço:
CENTRO DE MEMÓRIA METODISTA - Edifício Alfa
a/c Bispo Paulo Ayres
Rua do Sacramento, 230 - Rudge Ramos
CEP: 09640-000 - São Bernardo do Campo - SP

Para conhecer mais sobre o projeto leia:
História Viva: O Centro de Memória Metodista http://www.metodista.br/fateo/noticias/historia-viva-o-centro-de-memoria-metodista/
Fonte: metodista.org

TEOLOGIA

EM BRASÍLIA COMISSÃO QUER SOLUÇÃO
Encontro serviu para impedir aprovação da profissão de teólogo
Por: Redação Creio


O diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, Lourenço Stelio Rega, esteve no dia 30 de março, juntamente com a professora Klaudy Garros, no gabinete do senador Paulo Paim, relator da comissão que julga aprovação do projeto de lei, de autoria do senador Marcelo Crivela (PRB) que torna profissão o exercício da teologia. Eles foram recepcionados pelo assessor Francisco Canindé de Oliveira. O assunto foi divulgado com exclusividade pelo CREIO em março de 2010.
De acordo com Stelio Rega a reunião foi produtiva e pode esclarecer os equívocos do Projeto de Lei quanto à conceituação do que seria o teólogo. “O Senador imaginava que o PLS estaria abarcando em torno de milhões de teólogos no Brasil, conforme seu assessor nos indagou na audiência. Ainda conversamos sobre a preocupação com a criação do Conselho de Teologia, o que parecia configurar uma fonte de rendimento duvidosa, pois imagine a somatória de todos os padres, sacerdotes, pais de santo, rabinos, sheikes, pastores, evangelistas, tendo de se filiar ao Conselho e pagando anuidades. Quem geriria este Conselho, o que seria feito com os recursos”, alertou.
Por meio do assessor, o Senador deixou a incumbência de levar dados mais precisos em termos numéricos e conceituais a cerca do tema. Até o final de abril haverá novo encontro.

EDUCAÇÃO

EDUCAÇÃO
CRISE EM UNIVERSIDADE CONTINUA

Novo reitor da Ulbra diz que crise pode ser pior que se pensa
A reitoria da Nova Ulbra (Universidade Luterana do Brasil), com sede em Canoas, contratou a empresa de consultoria KPMG Corporate para fazer diagnóstico da instituição e indicar alternativas para saldar compromissos fiscais e equilibrar o caixa, depois da situação falimentar deixada pela direção demissionária.A nova administração, que assumiu em abril de 2009, introduziu um Comitê de Caixa, além do Comitê Gestor de Crise, fundamentais na organização da rotina financeira da instituição.O reitor Marcos Fernando Ziemer informou os delegados da 60ª Convenção Nacional da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), reunida em Foz do Iguaçu de 21 a 25 de abril, que o Plano de Reestruturação da Ulbra, elaborado pela KPMG, ainda é confidencial.O relatório aponta, porém, em linhas gerais, para o reposicionamento competitivo das unidades de ensino, apresenta formas de consolidação das projeções financeiras e dispõe de alternativas para o financiamento do Plano de Reestruturação.Ziemer mostrou ao plenário números e dados estatísticos da Ulbra. Destacou que o problema da instituição não é acadêmico e sim financeiro. Mesmo com as perspectivas delineadas pela empresa de consultoria, o reitor frisou que “o pior não passou, o pior começa agora”, com a reestruturação financeira da universidade.A dívida fiscal da Ulbra é calculada em 2 bilhões de reais (cerca de 1,17 bilhão de dólares), segundo dados da imprensa. O ex-reitor da instituição, pastor Ruben Becker, contesta esse valor, alegando que a dívida fiscal não passa de 350 milhões de reais.
Data: 1/5/2010 21:40:12

quarta-feira, março 24

Matéria -


Pr. Ezequias
MUNDO CRISTÃO
Pastor diz que a crise no Seminário Batista aconteceu por má gestão
Por: Redação Creio

Após a divulgação da campanha na internet para angariar recursos para a recuperação do Seminário Batista do Sul, no Rio de Janeiro, que está atolado em dívidas e corre o risco de fechamento, o pastor Ezequias Amâncio escreveu um artigo em que afirma amar a instituição, mas não vai pagar a conta.
No texto, o pastor, ex-funcionário do Seminário, diz que a campanha Eu Amo o Seminário Batista do Sul é ingênua e infantil . "Não serão as parcas doações de crentes sinceros que salvarão do fechamento", diz. Segundo ele o seminário chegou ao fundo do poço devido às más administrações. Ezequias sugere ainda que a direção feche todos os cursos neste primeiro semestre e venda parte do terreno para pagar as despesas. Leia a carta na integra.

Entenda o caso: No vermelho, Seminário Batista faz campanha para não fechar às portas

EU AMO O SEMINÁRIO DO SUL! MAS, NÃO VOU PAGAR A CONTA!
Ezequias Amâncio
"para que o Senhor teu Deus nos ensine o caminho por onde havemos de andar e aquilo que havemos de fazer.". (Jeremias 42.3)O Seminário do Sul faz parte da minha história de vida e de família. Entrei nos seus portões pela primeira vez em fins de 1992 para prestar vestibular e inicio de 1993 para estudos contínuos até o término do meu bacharelato em 1996 e inicio do meu mestrado (inacabado) em 1997. Conheci minha esposa, Débora no STBSB e me casei para morar 1 ano e meio nas dependências do inesquecível 30! Ah! fui morador também, enquanto solteiro do famigerado 19! Anos de muita amizade, conhecimento e preparação para um ministério que iniciei ainda no segundo ano de estudos (1994) ao assumir o pastorado aqui da Igreja Batista Central em Japuiba, em Angra dos Reis, RJ.Dizer que o meu amor aquela instituição é digitação de palavras saudosas e algumas vezes até mesmo repetidamente emocionais! Mas, o que propõe ao escrever esse artigo é um alerta em relação ao atual momento que passa o "seminário do sul" e uma resposta à provocação de alguns alunos, apoiados pela atual direção em chamar atenção da denominação para uma campanha ao meu ver sincera, mas ingênea de salvar o seminário de dívidas astronômicas com ofertas de igrejas e pastores e repasses de verbas de organizações auxiliares da Convenção Batista Brasileira.Digo e repito que a campanha "eu amo o seminário do sul" (http://www.euamooseminariodosul.blogspot.com/) é ingênua e infantil por que certamente não serão as parcas doações de crentes sinceros que saldarão as dividas e nem tão pouco elas serão suficientes para tornar "economicamente viável" uma instituição centenária, mas que amealhou ao longo dos anos erros de gestão, apadrinhamentos denominacionais e que hoje convive em uma encruzilhada em ser uma "casa de profetas" ou uma "casa de profissionais da religião".O seminário do sul começou os novo milênio no desejo de se tornar "faculdade", uma referência no ensino de uma teologia presa aos rigores de um MEC cada vez mais neo-marxista e liberal em sua proposta de ver os vários ramos da boa reflexão bíblica. Professores sem o "pedigree" acadêmico foram demitidos e em seu lugar temos homens e mulheres afinados ao dicurso do "teologicamente correto", que bebem nas fontes de autores que pensam a teologia a partir de seus pressupostos histórico-crítico-sociais.Como resultado desse "avanço", o seminário ainda teve de amargar uma dolorosa e incômoda herança de seu passado, onde suas contas eram aprovadas apenas com a postura, infelizmente comum no meio batista de "tapar o sol com a peneira" e esconder déficits e tentar maquiar superávits. Na realidade, o que se sabe sobre tudo isso está no campo da especulação, e não vou me ater a dados específicos pois não os tenho em mãos e, o meu propósito nesse artigo é chamar a atenção para meus leitores de que, esse é um tempo de arrependimento em meios batistas!Não adianta amados seminaristas e lideranças do CADS (centro acadêmico do Seminário do Sul) apelar para os pastores ex-alunos do STBSB ou para a direção da CBB algum tipo de ajuda! Os recursos para salvar o seminário não podem ser resultados de desvios de outras instituições, e eu tremo só de pensar na possibilidade, espero que seja irreal de remanejamentos de ofertas missionárias, mas sim de esforços frios para revitalizar o espaço teológico de nossa denominação. Por isso, que eu proponho: 01) Que o STBSB feche seus cursos esse primeiro semestre para um balanço real da crise.02) Que o Conselho da CBB avalie a possibilidade real (sem emocionalismos bairristas) de vender outra parte de sua propriedade para pagamentos de funcionários e outros débitos.03) Que os alunos de bacharelato sejam remanejados para seminários de suas regiões de origem, e que o Conselho da CBB elabora uma grade comum para formação de pastores e sugira o cumprimento de uma porcentagem dessa grade para fins de ordenação (em acordo com a Ordem dos Pastores).04) Que o STBSB reabra para cursos de pós graduação e atualização pastoral, com uma estrutura mais enxuta e hábil para esse fim. No inicio contanto com professores locais (identificados com o pensamento batista convervadoramente bíblico sem preocupações do MEC).05) Que o Conselho da CBB entenda que formação teológica não pode ficar atrelada a instituições denominacionais que sugam recursos e que são administradas há anos apenas como órgãos do sistema, e não formadoras de pensamento bíblico.Precisamos parar a fim de entendermos que a organização criada por Jesus para abalar o mundo não foram seminários, e sim IGREJAS. E, elas precisam ser ouvidas, valorizadas desde o inicio dessas questãos e não apenas agora quando são chamadas para "ajudar a pagar a conta" de débitos do passado!Termino com uma história que ao meu ver tem tudo a ver com o nosso STBSB: Certa vez um homem olhava da frente de sua casa enquanto uma tempestadade passava pelo belíssimo jardim. Embora não houvesse ventos fortes, sua árvore predileta caiu com um estrondo inesperado. Depois da chuva, ele foi até o olcal para ver por que havia caido. Para sua surpresa, o tronco estava corrompido no centro. Então, lembrou-se de como, quando garoto, havia irresponsavelmente desferido um golpe na árvore com um machado. O tronco depois se recuperou, mas não antes da infiltração de uma pequena quantidade de água que desencadeou um processo de deteriozação que chegou ao centro da árvore e caiu sua queda.Me parece claro a aplicação: não foi a tempestade (crise mundial, dívidas de administrações passadas, débitos sérissimos com professores e funcionários, descréditos de pastores e igrejas da CBB) que derrobou o STBSB, foi sim aquela "pequena infiltração", algo que já havia há um bom tempo e ao meu ver, começou quando o seminário (sua direção) desejou ser como as outras faculdades do mundo (leia-se regulamentação do curso no MEC) deixando de depender apenas do Senhor e dos seus métodos de ensino.

quarta-feira, março 17

sugestão

Gente Cansada de Igreja


Não sinto vontade de ir à igreja! Muitas pessoas me decepcionaram. Estou dando um tempo! O que leva tanta gente a desistir do convívio em uma comunidade cristã? Por que sempre encontramos alguém que deixou de ir à igreja por alguma decepção que sofreu? Em Gente cansada de igreja o autor nos mostra os caminhos para sair do desanimo e superar os fatores que contribuem para o cansaço e nos levando a entender a importância e o prazer de viver em comunidade.

terça-feira, março 16

Artigo

Vinho novo, odres novos
por Ed René Kivitz

Não sem motivo, a crítica às igrejas chamadas tradicionais cresce a cada dia. Por igrejas tradicionais me refiro àquelas vítimas do tradicionalismo (aqui sempre fizemos as coisas desse jeito!), legalismo (aqui as boas doutrinas e o bom comportamento valem mais do que as boas pessoas, até porque, exceto nós, não existem boas pessoas!) e do formalismo (silêncio, você está na casa do Senhor!). A resposta que se dá a esse cenário é múltipla. Há os que abandonam a vida comunitária e passam a caminhar sozinhos, de roda em roda e de bar em bar, chamando de igreja qualquer reunião de chopp entre dois ou três cristãos, ou tentando cultivar a piedade na virtualidade por meio de mp3, podcasts, cultos online e afins. Há também os que escolhem formar grupos informais, que se reúnem regularmente, por exemplo, no cyber-espaço, nas lanchonetes, pátios de universidades, auditórios alugados para fins de semana e, principalmente, nas casas dos cristãos, que funcionam como mini-auditórios para enc ontros informais ao redor da mesa.
A maioria dessas pessoas, ou teve uma experiência negativa com as igrejas chamadas tradicionais ou dela foram banidas contra a sua vontade e, por esta razão, buscaram novos jeitos de ser igreja. Poucas fizeram uma opção deliberada de rompimento justificado pela busca de uma espiritualidade mais autêntica e mais profunda. O fato é que, independentemente das razões pelas quais se reúnem fora dos horizontes institucionais tradicionais, há algo que precisa ser sublinhado: a maioria dessas pessoas é vítima de uma mentalidade religiosa nociva e obsoleta. Do lado de fora das igrejas tradicionais existe um contingente imenso de pessoas que, com a mesma intensidade com que busca a Deus, rejeita a incoerência, a hipocrisia e os desmandos das estruturas de poder eclesiástico.
Por outro lado, há também uma característica comum a esses grupos informais: a maioria acredita que o fato de estarem fora das igrejas chamadas tradicionais implica a natural participação e experiência do que Jesus chamou de “odres novos”. Não devemos confundir odres novos com novas formas de igreja. O odre novo capaz de conter o vinho novo do evangelho é a nova mentalidade, gerada pela experiência da graça de Deus, e não uma nova instituição ou nova forma de organização de pessoas. Qualquer forma e sistema que se pretenda oferecer para conter o vinho novo do Evangelho da graça será um odre velho, pois o vinho novo está derramado sobre todos os que foram feitos livres pelo sopro do Espírito de Deus, que sopra onde quer. O vinho novo, portanto, está presente em, e por meio de, todos os que nasceram da água e do Espírito, e se manifesta em todo lugar, todo tempo, por meio de tudo o que fazem, qualquer que seja a instituição, estrutura eclesiástica ou forma organizacional em que estejam.
Ouço muita gente dizer que os “odres novos” são equivalentes a estruturas organizacionais mais leves, ágeis, flexíveis, não engessadas e assim por diante. Mas a questão é que qualquer estrutura é odre velho, pois o Evangelho não visa a gerar novas instituições, mas pessoas novas. O “odre novo”, meu irmão, minha irmã, é você, sua cabeça e seu coração. O que passa disso é ilusão e destruição, pois, de fato, “ninguém põe vinho novo em odre velho; se o fizer, o odre rebentará, o vinho se derramará e odre se estragará. Ao contrário, põe-se vinho novo em odre novo; e ambos se conservam”.

quarta-feira, fevereiro 24

Divorciando-se da Teologia da Prosperidade


Após mais de 30 anos de casamento, o pastor televangelista da Teologia da Prosperidade Benny Hinn está a caminho do tribunal do divórcio.O Ministério Benny Hinn confirmou nesta quinta-feira que sua mulher, Suzanne Hinn, arquivou um pedido de divórcio no Tribunal de Orange County em 1 de fevereiro. Ela citou diferenças irreconciliáveis.Apesar do casal ter se separado em 26 de janeiro, de acordo com documentos judiciais, a organização divulgou um comunicado expressando que Benny Hinn está chocado frente aos acontecimentos."Pastor Benny Hinn e seus familiares imediatos ficaram chocados e entristecidos em saber desta notícia, sem qualquer aviso prévio", disse Don Price, conselheiro sênior de longa data do Ministério Benny Hinn. "Embora o Pastor Hinn fielmente tem se esforçado para trazer a cura para seu relacionamento, esses esforços falharam e foram recebidos com a petição de divórcio, que foi arquivado sem aviso prévio."Ele tem viajado ao redor do mundo com suas cruzadas de "milagres". Os relatórios de cada evento indicam que são dezenas de curas físicas, embora Hinn tenha admitido a ABC News que não possui a comprovação médica.Ele também disse à ABC que não tem dúvidas sobre o estilo de vida confortável que mantém - um jato particular, estadias em hotéis cinco estrelas e uma mansão multi-milionária."Olha, você sabe que há essa idéia que nós pregadores supostamente deveriamos andar de sandálias e bicicletas de passeio. Isso é um absurdo", disse ele.Hinn está atualmente sob investigação do Senado por má conduta financeira.

Com informações do Christian
PostImagem: Internet

terça-feira, fevereiro 16

PERDOEM-ME O DESGOSTO! ...ESTÁ INSUPORTÁVEL!
Perdoem-me, irmãos, eu confesso a tão aguardada confissão de minha boca. Sim, eu confesso que não posso mais deixar de declarar a minha alma. Para mim é questão de vida ou morte. Perdoem-me, irmãos, mas eu preciso confessar.

Sim, eu confesso…

Está insuportável. Se eu não abrir a minha boca, minha alma explodirá em mim.

É insuportável ligar a televisão e ver o culto que se faz ao Monte Sinai, que gera para escravidão. Os Gálatas são o nosso jardim da infância. Nós nos tornamos PHDs do retrocesso à Lei e aos sacrifícios. Pisa-se sobre a Cruz de Cristo em nome de Jesus. Insuportável! Seja anátema!

É insuportável ver o culto à fé na fé, e também assistir descarados convites feitos em nome de Deus para que se façam novos sacrifícios, visto que o de Jesus não foi suficiente, e Deus só atende se alguém fizer voto de freqüência ao templo, e de dinheiro aos sacerdotes do engano e da ganância. Insuportável!

É insuportável assistir ao silêncio de todos os dantes protestantes—e que até hoje ofendem os cultos afro-ameríndios por seus sacrifícios, sendo que estes ainda têm razão para sacrificar, visto que não confessam e não oram em nome de Jesus—ante o estelionato feito em e do nome de Jesus, quando se convida o povo para sacrificar a Deus, tornando o sacrifício de Jesus algo menor e dispensável. Insuportável!

É insuportável ver o povo sendo levado para debaixo do jugo da Lei quando se ressuscitam as maldições todas do Velho Testamento, e que morreram na Cruz, quando Jesus se fez maldição em nosso lugar. Insuportável!

É insuportável ver que para a maioria dos cristãos a Lei não morreu em Cristo, conforme a Palavra, visto que mantêm-na vigente como “mandamento de vida”, mas que apenas existe para gerar culpa e morte, também conforme a Escritura. Insuportável!

É insuportável ver e ouvir pastores tratando a Graça de Deus como se fosse uma parte da Revelação, como mais uma doutrina, sem discernir que não há nada, muito menos qualquer Revelação, se não houver sempre, antes, durante, depois, transcendentemente e imanentemente, Graça e apenas Graça. Misericórdia!

É insuportável ver a Bíblia sendo ensinada por cegos e que guiam outros cegos, visto que nem mesmo passaram da Bíblia como livro santo, desconhecendo a Revelação da Palavra da Graça do Evangelho de Deus. Insuportável tristeza!

É insuportável ver que os cristãos “acreditam em Deus”, sem saber que nada fazem mais que os demônios quando assim professam, posto que não estamos nesta vida para reconhecer que Deus existe, mas para amá-Lo e conhecê-Lo. Insuportável desperdício!

É insuportável enxergar que a mensagem do Evangelho foi transformada em guia religioso, no manual da verdade dos cristãos, mais uma doutrina da Terra. Insuportável humilhação!

É insuportável ver os que pensam que possuem a doutrina certa jamais terem a coragem de tentar vivê-la como mergulho existencial de plena confiança, mas tão somente como guia de bons costumes e de elevados padrões morais. Insuportável religiosidade!

É insuportável ver gente tentando “estudar Deus”, e a ensinar aos outros a “anatomia do divino”, ou a buscar analisar Deus como parte de um processo, no qual Deus está aprendendo junto conosco, não sabendo tais mestres que são apenas fabricantes de ídolos psicológicos. Insuportável sutileza!

É insuportável ver que há muitos que sabem, mas que nada dizem; vêem, mas nada demonstram; discernem, mas em nada confrontam; conhecem, mas tratam como se nada tivesse conseqüências… Insuportável…

É insuportável ver que se prega o método de crescimento de igreja, não a Palavra; que se convida para a igreja, não mais para Jesus; e que a cada cinco anos toda a moda da igreja muda, conforme o que chamam de “novo mover”. Insuportável vazio!

É insuportável ouvir pastores dizendo que o que você diz é verdade, mas que eles não têm coragem de botar a cara para apanhar, mesmo que seja pela verdade e pela justiça do evangelho do reino de Deus. Insuportável dissimulação!

É insuportável ver um monte de homens e mulheres velhos e adultos brincando com o nome de Deus, posando de pastores, pastoras, bispos, bispas, apóstolos e apostolas, sendo que eles mesmos não se enxergam, e não percebem o espetáculo patético no qual se tornaram, e o ridículo de suas aspirações messiânicas estereotipadas e vazias do Espírito. Insuportável jactância e loucura!

É insuportável ver Jesus sendo tratado como “poder maior” e não como único poder verdadeiro. Insuportável idolatria!

É insuportável ver o diabo ser glorificado pela freqüência com a qual se menciona o seu nome nos cultos, sendo que Paulo dele falou menos de uma dúzia de vezes em todas as suas cartas, e as alusões que Jesus fez a ele foram mínimas. No entanto, entre nós o diabo está entronizado como o inimigo de Cristo e o Senhor das Culpas e Medos. E, assim, pela freqüência com a qual ele é mencionado, ele é crido; e seu poder cresce na alma dos humanos, a maioria dos quais sabe apenas do Medo da Lei, e nada acerca da Total Libertação que temos da Lei e do diabo na Graça de Jesus, que o despojou na Cruz. Insuportável culto!

É insuportável ver seres humanos sendo jogados fora do lugar de culto por causa de comida, bebida, cigarro, roupa, sexualidade, ou catástrofes de existência. Isto enquanto se alimenta o povo com maldade, inveja, mentira, politicagem, facções, e maldições. Insuportável é coar o mosquito e engolir o camelo!

É chegada a hora do juízo sobre a Casa de Deus!

De Deus não se zomba, pois aquilo que o homem semear, isto também ceifará. A eternidade está às portas. Então todos saberão que não minto, mas falo a verdade, conforme a Palavra do Evangelho de Jesus.

Com tremor e temor, porém certo da verdade de Jesus,

Caio.

sexta-feira, fevereiro 12

Denzel Washington - Mantendo a fé


Denzel Washington é muito mais do que apenas um superstar, ganhador de Oscar. Ele é um cristão que leva a sério o seu papel ... mesmo que isto signifique um pouco de sangue, como em seu novo filme: Book of Eli.
Denzel Washington é um dos mais bem sucedidos e respeitados atores de Hollywood. Mas o vencedor de duas estatuetas do Oscar (em 1989 e 2001 de Glória de Dia de Treinamento) é também um dos mais atuantes cristãos de Hollywood.
Filho de um pastor pentecostal de Mount Vernon, Nova York, Denzel, aos 55 anos, há mais de 30, tem participado ativamente da igreja West Angeles Church of God in Christ, lê sua Bíblia todas as manhãs, e sempre escolhe papéis em que pode “passar” uma mensagem positiva ou o reflexo de sua profunda fé pessoal.
A fé está em todo lugar no novo filme pós-apocaliptico de Denzel: The Book of Eli, que estreou sexta-feira e está sendo promovido com outdoors com os trocadilhos “B-ELI-EVE” (Acredite) e “D-ELI-VER US.” (Salve-nos). No filme, Denzel assume o papel de um viajante misterioso que tem um facão como arma, chamado Eli, dirigido por Deus para proteger a última cópia da Bíblia existente na Terra - isso mesmo, a Bíblia - e levá-la para o ocidente, para protegê-la de bandidos que procuram usá-la como uma “arma” de controle.
O personagem de Denzel no filme utiliza a violência intensamente - esquartejando os bandidos em cada esquina -, mas que começa a se sensibilizar quando conhece uma garota inocente (Mila Kunis), que o lembra que podemos ficar tão presos em proteger a Palavra de Deus que, por vezes esquecemos-nos de vivenciá-la.
Para Denzel, “vivenciá-la” é essencialmente caracterizado pelo amor e sacrifício. A mensagem final de Eli, diz ele, é “faça mais pelos outros do que você faria para si mesmo”. Esta uma mensagem que Denzel sempre ouviu desde criança.
“Oramos a respeito de tudo, todos os dias”, disse Denzel a membros da mídia religiosa na semana passada, em Los Angeles. “E sempre terminamos com 'Amém. Deus é amor'. Eu imaginava que 'Deus é amor' era apenas uma expressão. Levei muito tempo para aprender o que realmente significava. Eu não me importo com o livro que você lê ou no que você acredita, se você não tiver amor, se você não amar o seu próximo, então você não tem nada”.
Embora Denzel não seja um grande fã da palavra “religião”, e se abstenha de qualquer posicionamento do tipo “Eu estou certo, você está errado”, ele não se envergonha de falar, sem rodeios, sobre sua fé cristã.
“Eu creio que Jesus é o Filho de Deus”, diz ele. “Eu fui batizado no Espírito Santo. Eu sei que isso é real. Eu estava numa sala. Meu rosto 'explodiu', chorei como um bebê, e aquilo quase me 'matou de susto'. Um tipo de medo que chacoalhou minha vida. Vou ser honesto com você, levantei-me e segui na direção oposta daquela que deveria. Eu não sabia o que estava acontecendo. Foi muito forte. Levei muitos anos para dar meia-volta”. Leia +.
Brett McCracken, na Christianity Today.tradução: Whaner Endo

O ESPÍRITO CALVINISTA E O ESPÍRITO BRASILEIRO

Por Antônio Carlos Costa
Há algum tempo chegou-me às mãos o livro – A Riqueza e a Pobreza das Nações, escrito por David S. Landes, professor emérito de história e economia política na Universidade de Harvard. Seu propósito ao escrever foi o de tentar responder a difícil e necessária questão: por que algumas nações são ricas e outras são pobres?Landes, pôde perceber nas suas pesquisas, que há certa uniformidade no comportamento das nações pobres e das nações ricas. Esses destinos diferentes não podem ser atribuídos ao acaso. Existem razões para a riqueza e a pobreza dos povos. Estas explicações têm relação direta com o nível de assimilação por parte dessas mesmas nações de certas leis, que são conducentes ao desenvolvimento de um país. Ao mesmo tempo, leis que se não forem respeitadas, fazem com que países inteiros paguem um tributo social altíssimo.Sendo assim, convém salientarmos o primeiro ponto: nessa busca por explicações com base na realidade dos fatos, o escritor da renomada universidade, encontrou um comportamento uniforme, conforme já mencionei, tanto nas nações que se tornaram ricas, quanto nas nações que se tornaram pobres. As causas são múltiplas - clima, geografia, papel do estado, educação, abertura intelectual, curiosidade, espírito empreendedor, capacidade de aperfeiçoar as coisas, iniciativa privada, entre outros tantos fatores mais. Entre eles, a religião. É este o ponto que gostaria de enfocar.Nas suas análises comparativas entre os povos ricos e pobres, Landes encontrou diferenças em termos de prosperidade entre as próprias nações européias. Essas diferenças não fazem parte apenas dos contrastes existentes entre primeiro, segundo e terceiro mundo. Elas existem na Europa. Chamou sua atenção o fato do sul do continente europeu não ter alcançado o mesmo tipo de progresso que foi atingido pelo norte. Como explicar o atraso de Portugal e Espanha (agora minimizado pela inclusão de ambos na União Européia)? Nações que um dia foram as donas dos oceanos. Exploradoras de territórios imensos no mundo todo. Não se curvando a tese de que o clima representa a melhor explicação (já que há diferenças climáticas entre ambas as regiões, o norte mais frio do que o sul) – “Esses estereótipos contêm um grama de verdade e um quilo de pensamento indolente”, Landes acredita que a melhor solução para questão tem relação com a emergência do protestantismo, especialmente o de linha calvinista na Europa setentrional.O escritor americano começa por mencionar a explicação dada pelo cientista social alemão Max Weber. Ao publicar em 1904-1905 – A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, Weber expressou o seguinte ponto de vista, apresentado resumidamente por Landes: “o protestantismo – mais especificamente, suas ramificações calvinistas – promoveu a ascensão do capitalismo, ao definir e sancionar uma ética de comportamento cotidiano que conduzia ao sucesso nos negócios”. Para Landes, o calvinismo produziu um código secular de comportamento: trabalho perseverante, honestidade, seriedade, uso parcimonioso do dinheiro e do tempo (ambos concedidos por Deus) – “Todos esses valores ajudam os negócios e a acumulação de capital, mas Weber sublinhou que o bom calvinista não visa às riquezas... a tese de Weber é que o protestantismo produziu um novo tipo de homem de negócios, um diferente tipo de pessoa, que tinha por objetivo viver e trabalhar de um certo modo. Esse modo é que era importante e a riqueza seria, quando muito, um subproduto”.Landes menciona como exemplo, as atitudes protestante e católica em relação aos jogos de azar no começo do período moderno: “Ambas o condenaram, mas os católicos condenaram-nos porque uma pessoa poderia perder (perderia) e nenhuma pessoa responsável comprometeria seu bem-estar e o de outros dessa maneira. Os protestantes, por outro lado, condenaram os jogos porque uma pessoa poderia ganhar, e isso seria ruim para o seu caráter”. Ele traz a memória de todos, o ponto de vista sobre a ética puritana do historiador social inglês R. H. Tawney no seu livro – Religião e Ascensão do Capitalismo: “Esta protegeu os comerciantes e fabricantes contra as pedras e flechas de desprezo das classes altas e seus códigos de bom-tom. Deu-lhes um sentimento de dignidade e virtude, um escudo num mundo de preconceitos anticomerciais. E assim, não cedendo a tentação do ócio aristocrático, os bons calvinistas mantiveram-se fiéis à sua tarefa de geração para geração, acumulando riqueza e experiência pelo caminho”.Já o sociólogo Robert K. Merton, argumentou a favor da existência de um vínculo direto entre o protestantismo e o nascimento da ciência moderna. Landes lembra que não foi Merton o primeiro a defender essa tese – “No século XIX, Alphonse de Candolle, de uma família huguenote de Genebra, procedeu a um levantamento segundo o qual dos 92 membros estrangeiros eleitos para a Academia de Ciências francesa no período de 1666-1866, 71 eram protestantes, 16 católicos e os cinco restantes judeus ou de filiação religiosa indeterminada – isto numa população de 107 milhões de católicos e 68 milhões de protestantes fora da França. Uma contagem semelhante de membros estrangeiros da Royal Society de Londres em 1829 e 1869 mostrou igual número de católicos e protestantes num conjunto em que os católicos superavam numericamente os protestantes em mais de três para um”.Para os que julgam as teses de Weber implausíveis ou inaceitáveis, Landes apela para os dados empíricos sacados da história: “... a documentação nos mostra que mercadores e fabricantes protestantes desempenharam um papel destacado no comércio, nos negócios bancários e na manufatura. Nos centros fabris (fabriques) da França e da Alemanha Ocidental, os protestantes eram tipicamente os empregadores, e os católicos os empregados. Na Suíça, os cantões protestantes eram os centros da indústria manufatureira de exportação (relógios, maquinaria, têxteis); os católicos eram primordialmente agrícolas. Na Inglaterra, que em fins do século XVI era preponderantemente protestante, os dissidentes (leia-se calvinistas) eram ativos e influentes, de um modo desproporcional, nas industrias fabris e nas forjas da nascente Revolução Industrial”.Landes não se contenta apenas com a apresentação das provas empíricas. Ele parte para o nível teórico também: “A questão essencial consiste, com efeito, na criação de um novo tipo de homem – racional, metódico, diligente, produtivo. Essas virtudes, embora nada tivessem de novas, tampouco se podia dizer que fossem moeda corrente. O protestantismo generalizou-as entre os seus adeptos, que julgavam uns aos outros pela conformidade a esses padrões... características especiais dos protestantes refletem e conformam essa ligação... a ênfase sobre a instrução e a cultura, tanto para moças quanto para rapazes. Isso era um subproduto da leitura da Bíblia. Esperava-se que os bons protestantes lessem a Sagrada Escritura para si mesmos. (À guisa de contraste, os católicos foram catequizados mas não tinham que ler, e eram explicitamente desencorajados a ler a Bíblia.) O resultado: maior número de pessoas instruídas e um maior pool de candidatos para a escolaridade de níveis superiores; também maior garantia de continuidade de instrução de geração para geração. Mães instruídas fazem a diferença”.Foi impossível continuar a leitura do livro sem parar para pensar no Brasil. E temos que admitir – parar para pensar sobre o Brasil é parar para pensar sobre a história de um dos maiores desperdícios que a humanidade já viu. Desperdício de terra, beleza natural, circunstâncias históricas favoráveis e patrimônio humano. Sim, o Brasil é um desperdício. Desperdício de terra. Poluímos nossos rios, sujamos nossas praias, devastamos nossas florestas. Desperdício de beleza natural. Parte do que era belo se tornou feio ao ter contato com o povo brasileiro. Nossas cidades não estão à altura da formosura da natureza que nos cerca. São cidades sujas, sem graça, mal planejadas e cercadas de favelas. Desperdício de circunstâncias históricas favoráveis. Não passamos por nenhuma tragédia natural, nossa nação jamais soube o que significa ter que se erguer da devastação de uma guerra, nossos campos jamais se recusaram dar-nos o pão. Encontramos, contudo, pessoas vivendo na miséria no Brasil. A nação onde mais se mata, onde pune-se menos. A primeira em defasagem social. Não há país com tamanho fosso entre ricos e pobres. Desperdício de patrimônio humano. Somos milhões. Resultado de uma história da miscigenação racial das mais lindas da trajetória humana. Alemães, italianos, japoneses, portugueses, árabes, índios, africanos, poloneses, todos morando num mesmo país, falando uma mesma língua, casando uns com os outros e trazendo para nosso país toda sua riqueza genética e cultural. Mas, percebe-se que no contato com a nossa terra as coisas parecem se atrofiar. São milhões de brasileiros que recusam-se a estudar. Uma perda irreparável de neurônios. Domesticados por uma cultura que ensina a mentir, a ser impontual, a deixar para amanhã o que deve ser feito hoje, a trabalhar de modo desleixado, entre tantas mazelas mais que envergonham, ou deveriam envergonhar a todos nós.Jogamos a culpa na genética (como se fôssemos uma sub-raça), na globalização (como se ela fosse responsável pelo desabamento do metrô de São Paulo e da marquise de um hotel em Copacabana), nos países desenvolvidos (quando vemos a Coréia do Sul e o Chile não precisando se fazer valer dessa espécie de racionalização), na colonização (como se os portugueses tivessem deixado de conduzir os rumos do país no mês passado), em karma (crença infeliz, que nos leva a dizer que nessa vida pagamos pelos erros praticados numa vida da qual não nos lembramos). Em suma, nos recusamos a encarar nossas deformidades. Julgamo-nos o povo gente boa, apesar de sermos os campeões mundiais em assassinato e disparidade social.Não há como deixar de pensar na igreja. Os evangélicos. Povo ao qual pertenço e que Deus usou para levar-me a Cristo. Por que a igreja evangélica brasileira tem se demonstrado incapaz de salvar o brasileiro do Brasil? Qual a razão de vermos em nossas igrejas pessoas mais brasileiras do que cristãs? Onde estão os resultados históricos que costumam fazer parte da passagem do protestantismo por uma nação?Quero dizer que tenho esperança. Eu não estou aqui para reclamar da vida. Não suporto a crítica que não vem acompanhada de resposta. Não é da essência da fé cristã fazer apresentação de problemas sem apresentar esperança. Minha esperança consiste no sonho de um dia ver o calvinismo - "o cristianismo que se achou" - entrar no sangue do povo evangélico brasileiro. Nesse dia a igreja haverá de ser salva do Brasil e o Brasil salvo de si mesmo.

O DÍZIMO NÃO É BÍBLICO

Pergunta: Pastor Antônio Carlos, gostaria de saber mais a respeito do dízimo. Creio que é bíblico e aplicável aos dias de hoje, porém outro dia ouvi que o dízimo era só para o antigo testamento e que não havia fundamento no novo testamento. Isto está certo?O dízimo não é bíblico. Ele está na Bíblia, mas no contexto do templo e da antiga aliança. Não há mais templo e a antiga aliança deu lugar à nova aliança no sangue de Cristo.Sendo assim, sabemos que os crentes do Antigo Testamento contribuíam para a manutenção de uma instituição central para a espiritualidade judaica. Isso significa que havia um princípio no Antigo Testamento de contribuição para uma instituição que visava nutrir espiritualmente a nação. Esse princípio assumia uma forma concreta na entrega do dízimo no templo.Acontece que, esse princípio, permanece no Novo Testamento, que não fala sobre dízimo para o período posterior à destruição do templo, mas fala sobre crentes enviando ofertas para a manutenção do templo vivo chamado, igreja.Falar sobre a caducidade do dízimo, sem falar sobre o princípio da contribuição - presente no Antigo Testamento e enfatizado no Novo Testamento -, é ensinar a igreja da nova aliança a ser menos generosa do que a igreja da antiga aliança. Não é admissível que, aquele que ensina sobre o fim do dízimo, o faça para que as pessoas se tornem mais avarentas do que já são.Como pode permanecer o amor de Deus, sobre a vida de uma pessoa, que sabe que a igreja depende dessas ofertas para sobreviver, e cerra sua mão, deixando que uns poucos fiquem sobrecarregados com a manutenção de trabalho tão essencial para os propósitos de Deus para a vida da humanidade? Através dessa ajuda generosa, pobres são socorridos, ministros podem se preparar para o exercício do ministério sagrado, funcionários são mantidos, missionários sustentados no campo e a própria estrutura física da igreja mantida.Dar menos do que o dízimo, e viver um vida inferior a daqueles que não tiveram acesso aos incomparáveis privilégios do crentes pós-morte e ressurreição de Cristo - é trágico sob todos os aspectos. Especialmente quando no lembramos que, devido às ofertas dos crentes do passado, a mensagem do evangelho chegou até à sua e à minha vida.Em suma, o dízimo não é bíblico. O que é bíblico é a consagração de tudo o que temos e somos para a glória de Deus

MEC proibe cursos à distância em 5 entidades


SÃO PAULO - O Ministério da Educação anunciou na quarta-feira, 10, que proibiu o ingresso de estudantes em cinco instituições de educação superior a distância.
De acordo com o ministério, as entidades desobedeceram a legislação que regula a educação a distância e abriram cursos em pelo menos 108 polos — correspondem a cerca de 10 mil vagas — sem credenciamento no Ministério da Educação.
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As instituições são: Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro; Centro Universitário de Maringá (Cesumar), no Paraná; Faculdade do Noroeste de Minas (Finom); Universidade Paulista (Unip) e Universidade de Santo Amaro (Unisa), ambas em São Paulo.
As irregularidades foram identificadas pela equipe de supervisão e regulação da Secretaria de Educação a Distância (Seed) do MEC. As instituições têm prazo de dez dias para esclarecer as medidas tomadas e para a correção das irregularidades. Os alunos que fizeram inscrição para este primeiro semestre e participaram do processo seletivo não podem fazer os cursos.
O MEC conta com um sistema de consulta de instituições credenciadas e explica que o estudante deve fazer essa consulta para evitar a matrícula em locais irregulares. Desde 2008, estão sendo supervisionadas 38 instituições que atendem 693.360 alunos, 81% do total de 856 mil estudantes de educação a distância do país.

terça-feira, dezembro 1

DEPUTADOS ORAM APÓS PROPINA

Envolvidos pedem a Deus que tire pessoas ímpias e más do caminho

Deputados distritais acusados de participar do suposto esquema de pagamento de propina organizado pelo governo de José Roberto Arruda (DEM) aparecem, em um dos vídeos sobre a investigação do escândalo, fazendo uma oração. Eles pedem a Deus que tire "pessoas ímpias e más" de seus caminhos e que proteja o secretário de Relações Institucionais da gestão do político democrata, Durval Barbosa. O deputado Júnior Brunelli, que em outro vídeo aparece recebendo maços de dinheiro, é quem pede a intervenção divina para a ajuda.
"Pai, quero te agradecer por estarmos aqui, sabemos que nós somos falhos, somos impe rfeitos, mas é o teu sangue que nos purifica. Pai, nós somos gratos pela vida do Durval ter sido instrumento de bênção para nossas vidas, para essa cidade. Tantas são as investidas, Senhor, de homens malignos contra a vida dele, contra nossas vidas. Nós precisamos da Tua cobertura e dessa Tua graça, da Tua sabedoria, de pessoas que tenham, Senhor, armas para nos ajudar essa guerra. Acima de tudo, Senhor, todas as armas que podem ser falhas, todos os planejamentos podem falhar, todas as nossas atividades, mas o Senhor nunca falha", diz Brunelli na oração.
Único governador do DEM no Brasil, Arruda aparece em um vídeo, durante as investigações feitas pela PF, recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas por Durval Barbosa. Réu em mais de 30 processos, Barbosa denunciou o esquema por conta da delação premiada, acordo feito com a Justiça para diminuição de pena em uma eventual condenação judicial.
O suposto esquema do governo, cujos vídeos foram divulgados neste fim de semana, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.
"O Senhor tem pessoas para condicionar e levar o coração para onde o Senhor quer. A sentença é o Senhor que determina. O parecer, o despacho é o Senhor que faz acontecer. Nós precisamos do livramento da vida do Durval, dos seus filhos, dos seus familiares. O Senhor é a nossa Justiça", completa o parlamentar ao lado de outro deputado, o presidente da Câmara Legisltiva, Leonardo Prudente, e do próprio Durval Barbosa.
"Quero entregar essa equipe ímpia e má (que supostamente são contra os deputados) nas Suas mãos. Meu Deus, dá um jeito nessa situação, tira essas pessoas do nosso caminho, meu Pai", afirma na oração.

Data: 30/11/2009 21:04:20Fonte: Terra

segunda-feira, novembro 30


Senadora Marina Silva chamou a atenção para a floresta Amazônica, como sendo o pulmão do planeta Terra.
Dia 22 de outubro aconteceu a abertura do Simpósio Espiritualidade do Cuidado. Focando o cuidado do planeta em questões ambientais e o envolvimento com a fé e a comunidade. O Evento foi organizado pela Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, em sua catedral na rua Nestor Pestana.
A Senadora Marina Silva palestrou na abertura. Marina usou o microfone por 35 minutos, se identificou como mulher engajada em lutas sociais e missionária da Assembléia de Deus, sua fala foi no sentindo de conclamar aos ouvintes para prestarem atenção no cuidado do planeta partindo para pequenas ações no cotidiano, afirmou que não podemos nos acomodar com situações que para nós estamos interpretando como normal, sendo que há 30 anos atrás situações como estas eram consideradas situações de grandes problemas ambientais. A ex-ministra do Meio ambiente apresentou dados da floresta amazônica e reforçou sua importância a nível mundial como sendo o pulmão do planeta terra.
No final do encontro os reverendos Assir Pereira (presidente do Supremo Concílio da Presbiteriana Independente do Brasil) Abival Pires da Silveira (pastor sênior / efetivo da 1ª IPI) Valdinei Aparecido Ferreira (pastor efetivo da 1ª IPI) oraram pela vida da senadora e por sua carreira política.
A Senadora Marina Silva no inicio da década de 80 iniciou suas lutas sociais, principalmente no movimento seringueiro ao lado de Chico Mendes, foi líder estudantil, vereadora, deputada estadual, senadora e ministra do Meio Ambiente no governo Lula de 2003 à 2008. Depois de uma carreira política intensa filiada ao PT, em agosto de 2009 Marina anunciou sua saída do Partido dos Trabalhadores e se filia ao Partido Verde, esta em seu segundo mandado no senado, eleita pelo estado do Acre. Marina é o nome do PV como candidata a presidência da república nas eleições de 2010, foi escolhida pelo jornal britânico The Guardian como uma das 50 pessoas em condições de ajudar a salvar o planeta.

Evento inovador: 1ª Presbiteriana Independente de São Paulo organizou o Simpósio Espiritualidade do cuidado